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DOIS EM UM
Teu olhar traz-me a mansidão de um riacho
E as profundezas do Oceano;
Os mistérios do Espaço
E a transparência do cristal.
A tepidez dos teus lábios,
Sopra-me um hálito gostoso,
Como a brisa a chegar da mata,
Com sabor de mel
E perfume de flores.
Na serenidade do teu sorriso,
Perco-me e me reencontro,
Porque nele parece que escuto
O falar do silêncio
E o dizer do nada, revelando-me tudo.
No invisível do que existe, além do visível,
Pressinto o ruido dos teus pés,
Acompanhando-me os passos,
Na rua da tua ausência.
Tudo o que és, meu íntimo sabe
E o que não és, meu coração sonha.
No "não dizer" da tua boca,
Compreendo o incompreendido
Porque a metade do teu "eu"
Completa-se no meu.
Sá de Freitas
Teu olhar traz-me a mansidão de um riacho
E as profundezas do Oceano;
Os mistérios do Espaço
E a transparência do cristal.
A tepidez dos teus lábios,
Sopra-me um hálito gostoso,
Como a brisa a chegar da mata,
Com sabor de mel
E perfume de flores.
Na serenidade do teu sorriso,
Perco-me e me reencontro,
Porque nele parece que escuto
O falar do silêncio
E o dizer do nada, revelando-me tudo.
No invisível do que existe, além do visível,
Pressinto o ruido dos teus pés,
Acompanhando-me os passos,
Na rua da tua ausência.
Tudo o que és, meu íntimo sabe
E o que não és, meu coração sonha.
No "não dizer" da tua boca,
Compreendo o incompreendido
Porque a metade do teu "eu"
Completa-se no meu.
Sá de Freitas
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